15 de dez. de 2010

Retorno

Muito tempo se passou e pouco eu passei por aqui. Neste meio-tempo muita coisa mudou... As viagens diminuíram. Já não fico tanto tempo fora, mas tem coisa pra caramba acontecendo. Mas agora estou de volta para as atualizações. Em breve...

29 de jul. de 2010

Buenos Aires - ainda primeiro dia!

Café Tortoni! Lindo! Parecia a Confeitaria Colombo no Rio. Casa de milonga tradicional de Buenos Aires! Ingresso comprado e menos 200 pesos na bolsa! Que confusão na hora de pagar... Só tínhamos notas altas e acabamos nos enrolando no pagamento. Prejuízo percebido somente depois... Lá mesmo aproveitamos para degustar uma Quilmes. Que cervejinha ruim, meu Deus!!!



Na volta, como estávamos hospedadas no Centro, estávamos a pé. Tudo perto. Vimos no caminho um Pub que parecia otimo! Animaaadoooo... Resolvemos parar e tomar mais uma cerveja. Estava cheio, mas nem tanto! Todas as cadeiras ocupadas, mas ninguém em pé. A Audrey, que àquela altura ainda era nossa porta voz porque eu e Vanessa não nos atrevíamos a falar uma palavra, conversou com o segurança do lugar. Barradas! O Pub estava cheio demais e não estavam permitindo a entrada de mais ninguém! Demos uns passos para ir embora, mas... brasileiro não desiste nunca!!! Então voltamos para falar novamente com o segurança. Ninguém em pé, cheio de espaço para ficar e ele dizendo que estava lotado?



Bem, realmente a resposta foi NÃO! Até que um argentino sentado no balcão com mais um casal de amigos fez sinal para o segurança nos deixar entrar, dizendo que estávamos todos juntos! Permissão concedida! Mal entramos e já estávamos conhecendo gente lá dentro... rsrsrs



Super papo já na chegada! E o assunto? Copa, claro? Bem, tentamos falar mais das maravilhas do Brasil do que do último jogo...

Buenos Aires - Antes do primeiro dia

Bem, a viagem nem começou, mas as histórias para contar sim! Programação: final de semana de julho em Buenos Aires. Grande parte dos brasileiros têm ou tinham a mesma programação que eu. Sozinha? Nãaaao. Com as fiéis escudeiras Audrey e Vanessa!



A semana inteira programando roupas, mala, maquiagem, compras, fotos... Muita programação! Roteiro feito, mapa na mão! E na noite anterior resolvemos dormir todas juntas aqui em casa. Objetivo: não perder a hora de acordar para chegar tranqüila no aeroporto, já que o vôo era bem cedo! Básico, não é? Não! Não é... rsrsrs



Acordamos cedo, nos arrumamos e seguimos para o aeroporto, já tirando várias fotos no carro, no caminho. Ainda estava escuro, mas a empolgação era enorme! O dia foi amanhecendo e ainda estávamos a caminho. Fomos, até que bem tranqüilas! Nada de chegar horas antes para embarcar. Ficar esperando no aeroporto é um saco! Bem, logo na primeira fase da viagem... perdemos o vôo! Sim!!! Perdemos!!! Chegamos 5 MINUTOS depois do fechamento do check in e nada de conseguir embarcar! Ok! Trocamos o vôo e esperamos por mais 3 horas! Nossa para quem não queria ficar esperando no aeroporto, começamos bem!



Para piorar era dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo e bem no horário em que estaríamos no avião! Ficar sem saber como está o jogo? Nunca! O MP4 nos salvou! Em pleno vôo ligamos o radinho e ficamos sintonizando todas as rádios do caminho. Escala no Paraguai, bem na hora em que o Brasil estava sendo "varrido" da Copa! Decepção total! A situação não era das melhores... Brasil fora e a Argentina jogando no dia seguinte, quando estaríamos lá passeando e assistindo ao jogo deles!



Continuamos a nossa odisséia! Escalas e escalas depois chegamos ao nosso destino: Mi Buenos Aires querida! Bem, já estávamos um "pouquinho" cansadas, afinal acordamos às 5 da matina e chegamos lá às 16:30!!! Isso mesmo!!!



Com muita fome, deixamos as malas no hotel e seguimos para comer alguma coisa, comprar ingresso para o tango que iríamos naquela noite e conhecer a redondeza!

PENSAMENTOS...

Fico pensando quando é realmente a hora de deixar algumas coisas passarem, quando devo me desfazer de parte do que está na minha vida, no meu "todo dia". Não consigo achar a resposta, mas continuo pensando, às vezes até mais do que devia.

A vida é realmente muito engraçada, no mínimo. Uma montanha russa de acontecimentos e emoções. Às vezes está tudo bem, mas de repente muita coisa pode mudar. Qual é o limite para manter, continuar insistindo naquilo que não está do jeito que eu quero, mas que eu ainda tenho a esperança, muitas vezes quase infantil, de que pode vir a ficar do jeito que eu espero? Não sei, continuo não sabendo... Mas será que eu já deveria mesmo saber?

Sei que sou sempre muito otimista, acredito no ser humano, na bondade, no amor, nas pessoas, em mim... Continuo sendo compreensiva sempre, quando nem sempre preciso ser. Pelo menos não tanto... Sempre acho que eu aguento mais do que todos: a pressão, as decepções, os problemas e assim vou guardando para mim sentimentos e pensamentos que não consigo revelar a ninguém. Não devia ser assim.

Às vezes quem surta, se revolta, grita e dá bronca consegue externar todas as suas emoções. E logo depois retorna à calma, à satisfação, à quietude. Mas eu não... Em certos momentos as palavras chegam na ponta da língua, quase pulam da minha boca, mas acabo engolindo-as novamente. E assim elas ficam por muito mais tempo... E o mais engraçado é que, quando eu tomo coragem para definitivamente colocá-las para fora, algo acontece que me faz renovar as forças, a crença, a confiança e aguardar mais um pouco para tomar decisões mais impactantes. Ou então simplesmente fugir, deixar ir, meio que sem explicação....

Sei que nem tudo é o mundo da Barbie. Aprendi isso há alguns anos atrás, não muitos... Mas quando me dou conta estou buscando novamente este mundo cor-de-rosa, que para mim é lilás, minha cor preferida.

Alguns me conhecem pouco, outros mais e outros muito mais ainda. E para me conhecer tanto não é somente uma questão de tempo, é identificação. E é nessas pessoas que eu procuro conforto, colo e proteção.

Isso tudo parece muito deprê? Calma, não é não! Isso é apenas uma reflexão. E, quem sabe, vocês agora também não estão refletindo sobre isso, sobre outras coisas ou sobre muito mais, tudo ao mesmo tempo?

Bjos a todos!
Kell Carneiro

8 de abr. de 2010

Sonhe - Clarice Lispector

"Sonhe com aquilo que você quiser.Vá para onde você queira ir.Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.Dificuldades para fazê-la forte.Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre.E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre."

29 de mar. de 2010

CORAÇÃO DE CRIANÇA

O tempo vai passando e a gente vai vivendo. Coisas acontecendo... A gente vai juntando tudo pelo que passou. Algumas coisas a gente guarda na cabeça e outras no coração. E isso vai nos ajudando a construir o que somos hoje.

Os anos passando fazem as coisas mudarem. Não necessariamente amadurecemos, mas simplesmente mudamos. Antes temos coragem e depois medo! Antes somos descrentes e hoje acreditamos que tudo tem sempre uma solução. Hoje confiamos! O final feliz existe em algum lugar separado para cada um de nós!

O que não podemos deixar é que as experiências do passado nos impeçam de acreditar e de apostar no presente. Tudo pode ser diferente daquilo que a gente não quer mais e podemos repetir experiências iguais ou melhores do que as melhores que já tivemos.

A grande sacada é conseguir controlar, nem que seja um pouco, as emoções, ou até mesmo a razão, para simplesmente não se deixar levar por suposições e inseguranças. O que está bom, está bom e pronto! Por que questionar, inventar na sua própria imaginação possibilidades que estragariam tudo? Isso faz a gente ter medo de avançar.

Sei que ainda tenho um coração de criança, que fica feliz só de ganhar um doce (não exatamente um doce, no meu caso rsrs). E vejo que as pessoas que gostam de mim dizem que eu sou boazinha demais (essa aí é da Aline), que eu acredito fácil demais em tudo (Si, essa é sua) e tentam tomar conta para eu não me machucar de novo.

Mas eu realmente acredito em tudo e, principalmente, nas pessoas até que me mostrem o contrário. Por que ser diferente disso?

O que eu quero para mim está muito claro na minha cabeça. Vivo em busca. Acho que estou no caminho certo, mas muitas vezes não tenho coragem de confessar alguns sentimentos nem para mim mesma! Talvez medo da frustração. Todo mundo tem uma imagem de mim de uma pessoa extremamente forte, mas eu também choro e tenho medo! Coração dispara de felicidade, de pânico de que o que está bom acabe. Mas eu vou em frente, pago para ver, continuo avançando.

Não tente estragar o que está maravilhoso com suposições. Apenas viva! Nem sempre aquilo que está na nossa frente tem a explicação que a gente elabora sem conhecimento dos fatos, apenas por auto-defesa.

Temos que aprender a externar nossos sentimentos, sem medo de nos expor. Isso traz para mais perto tudo que a gente quer e que está guardado no fundo do nosso desejo, dos nossos sonhos.

O mais engraçado é que quando eu acho que meu medo e insegurança estão transbordado e penso em pedir conselhos, também percebo que eu consigo me reciclar, reciclar minhas emoções para só atrair sentimentos bons, bons fluidos. E eu acabo sendo a conselheira da pessoa para quem eu pensei em me aconselhar. Isso se repete e no fundo é bom. Eu percebo que meu coração de criança ainda faz bem para mim e para quem eu gosto e está perto de mim!

Amiga, espero que leia isso e entenda tudo o que quero te dizer!

Bjos a todos!
Kell Carneiro

12 de mar. de 2010

ALTOS E BAIXOS!

Não tem jeito! Quando você quer muito uma coisa tem que investir, acreditar, dar uma chance, mesmo quando acontece alguma coisa no meio do caminho para estragar tudo. Não pode perder a confiança e desanimar, ou pior, jogar tudo para o alto. Geralmente era isso que eu estava fazendo. Pelo menos em uma área específica da minha vida, já que confiar estava difícil.

Mas fico feliz por ter um cinturão de proteção de pessoas que gostam de mim e que tentam abrir meus olhos, amenizar minha espontaneidade, diminuir minha dor e minha decepção e ampliar minhas conquistas e alegrias. Essas pessoas sempre me avisam para manerar, para tomar cuidado. O bom de tê-las cuidando de mim é que posso continuar sendo passional a ponto de me dedicar inteiramente a tudo que quero, a qualquer projeto de vida. Essas pessoas com certeza se reconhecerão neste texto, saberão que é delas que eu estou falando. A vocês, meus amigos e amigas (e irmãozinhos e irmãzinhas, além da minha própria), eu só tenho o que agradecer! Pela força, pela consideração, pelo cuidado, pela preocupação, pela proteção! Vocês dão mais sentido a tudo o que eu faço e, mais do que isso, me dão coragem para acreditar que eu tenho força para mover montanhas!

Na verdade não mudamos ninguém, mas ao mesmo tempo mudamos tudo! Contraditório? Talvez! Mas quem me conhece sabe do que estou falando, do que eu penso. Eu acredito nas pessoas até o último suspiro. Pode parecer ingenuidade, mas se eu não acreditar nas pessoas, na bondade, na ética, na idoneidade, no amor, vou acreditar em quê?

Entre altos e baixos continuo caminhando, confiando, amando, me apaixonando, sendo feliz e querendo mais!

Bjos a todos!
Kell Carneiro

9 de mar. de 2010

É SÓ QUERER!

Tudo pode mudar em apenas 1 minuto. Um dia é e no dia seguinte não é mais. O melhor quando é o inverso, quando pouco tempo depois tudo que você queria de fato é, existe, está lá, você pode vivenciar...

Incrível como pouco tempo depois o que é cinza pode ficar colorido e tudo passa a ter um sabor diferente. E em pouco tempo você sente falta, saudades daquilo que você teve e de tudo mais que poderia ter tido, mas que ainda não deu tempo. Será que existirá esse tempo? Parece algo relativo, mas parece que há.

Os dias vão e vêm, passam, voltam... E a gente continua seguindo, ansioso por saber o que está à frente. Mas o que há de verdade? O amanhã depende do hoje, depende da gente, de mim e de você. Uma pequena atitude pode mudar tudo, reforçar, melhorar, trazer de volta, fazer lembrar, fazer reviver, fazer ficar. O que é seu está lá no passado, no presente, no futuro... Cabe a nós continuar, esperar, fazer vir, fazer acontecer. É só querer!

Bjos a todos!
Kell Carneiro

3 de mar. de 2010

SERÁ QUE É FRÁGIL?

Desde o início das minhas aulas de teatro que começaram aos 8 anos e se extenderam até os 18 é que sempre ouço que um bom ator é, antes de tudo, um ótimo observador. Observador da vida, das pessoas, dos costumes.

Não sei se um dia cheguei a ser uma boa atriz, mas me tornei uma ótima observadora, sem sombra de dúvidas. E a cada dia faço mais isso. Apesar de completamente passional, aprendi a racionalizar em cima daquilo que eu observo e isso tem se mostrado uma ótima forma de conhecer as pessoas, muitas vezes sem que elas saibam que eu as conheço tão bem...

Incrível como a cada dia que passa tudo vem se tornando cada vez mais descartável, principalmente as relações, todas as relações. São profundas demais em um dia, às vezes muito no início para tanta profundidade, e depois se desfazem, desmoronam, porque não há uma base sólida. E porque não falar também em sustentabilidade das relações?

Vejo que mesmo quem supostamente entende o que significa o termo "sustentabilidade", não sabe muito bem o que é. Já ouvi definições muito superficiais. Definições que são quase infantis, ou até, quem sabe, inteligentes, porque são superficiais para que quem a defende se sinta satisfeito, como se estivesse cumprindo com seu papel, mas na verdade é uma forma de dizer que faz alguma coisa neste sentido sem, na verdade, fazer nada de concreto. Acredita quem quer!

Sustentabilidade é equilíbrio antes de tudo, é reposição as fontes de forma que não pese para nenhum dos lados, para que a fonte não seque e para que dure por muitos anos, sempre saudável, natural. Sustentabilidade não é compensação!

Não sei se essa percepção vem com o passar dos anos, com a vivência, com a experiência, com o tempo que se tem de observação, com o rompimento dos conceitos que estão no âmbito do senso comum (que é outro termo muito mal definido pela maioria das pessoas). O que sei é que quando se tem clareza dessa fragilidade é preciso selecionar, ou até abdicar de uma conversa mais profunda.

Depois de um tempo, mesmo quando se tenta abdicar de qualquer explicação ou convencimento, a situação pesa. É justamente neste momento que está na hora de dar um "refresh", mudar o cenário, as conversas, as relações... A fragilidade aparece com mais força, passa a incomodar. Faço vista grossa, mas com certeza passo a procurar uma coisa diferente. Não tem jeito... Ainda bem que algumas relações ainda se salvam no meio de tantas fragilidades, continuam firmes, são fortes, eternas!

Bjos a todos!
Kell Carneiro

27 de fev. de 2010

No Ritmo

Muita coisa acontece sem que possamos nos dar conta de cada detalhe. Somos levados por uma avalanche de situações e informações. O tempo é curto e por mais que tentemos dar um sentido à toda a situação nem sempre conseguimos e acabamos indo no ritmo da maré.

As decisões precisam ser tomadas sem muito tempo para reflexão. Isso faz com que temamos estas mesmas decisões. Todas sempre vêm acompanhadas de reflexos, nuances, e podem ditar o que vem pela frente. Não é simples, nem fácil, mas extremamente necessário. Às vezes um insight cai muito bem, mas nem sempre ele acontece. Então somos obrigados a pensar em segundos sobre o que pode impactar em dias, semanas, meses ou mais...

Não sei se é justo, mas é assim que acontece. E mais difícil do que tudo isso é utilizarmos o poder que temos de facilitar as coisas. Apenas falar, talvez. Perguntar. Ouvir uma resposta. Acreditar. Confiar... Poderia ser simples, mas alguma coisa impede. Sou eu... é você... não sei... Nem sempre é tão fácil ouvir uma resposta e por isso abrimos mão das perguntas para dar lugar à dúvida. É então que as decisões são tomadas com base em informações sem estabilidade.

É nesse ritmo que vamos decidindo e dando rumo para todas as coisas. Permitir é importante, necessário. Se permitir... mais de uma vez, mesmo com precedentes que nos leve a uma vontade contrária. É a chance, o momento. Ou será que não?

E neste ritmo a vida segue, as chances aparecem e se vão. Agarramos algumas. Outras passam por nossos dedos... Muitas vezes por preguiça de se empenhar novamente e falhar. Outras vezes simplesmente por distração. Mas a melhor parte é quando agarramos alguma que faz a diferença e resolve todas as outras decisões de uma só vez.

As escolhas são minhas, são suas... e quem sabe um dia serão nossas... de todos nós!

Bjos a todos!
Kell Carneiro